Casablanca
O clássico filme “Casablanca”, dirigido por Michael Curtiz em 1942 e vencedor de 3 Oscars, realmente me fez compreender o impacto que a Segunda Guerra Mundial teve na vida das pessoas naquela época. Além do intrigante triângulo amoroso, o filme retrata vividamente a espera pelo visto e a envolvente atmosfera do jazz.
A trama se desenrola no acolhedor Café do Rick, que hoje em dia seria chamado simplesmente de bar. Era um lugar repleto de bebida, especialmente conhaque, cigarros, narguilé e música tocada e cantada por Sam, o único personagem negro, preenchiam o ambiente. Todo o caos instaurado poderia ter sido evitado se não fosse pela entrada de Ilsa com Victor Laszlo, um líder importante na luta contra os nazistas e fugitivo de um campo de concentração que agora estava em terra neutra.
Richard Blaine, um exilado dos Estados Unidos, se encontra em um complexo dilema amoroso e enfrenta uma série de outros problemas. Apesar de declarar sua neutralidade em relação à guerra, sua antipatia pelo Major Strasser e seus generais é palpável. Richard se vê em conflito ao reencontrar Ilsa Lund, que ainda confessa estar apaixonada por ele mesmo após o conturbado término em Paris. A tensão é palpável, especialmente ao lembrar-se dos momentos compartilhados no bar La Belle Aurore. Porém, o fogo da causa também queima em seu peito, embora ele tente ignorar ao ajudá-la a partir com o marido.
O filme nos presenteia com uma visão fascinante da vida dos refugiados em Casablanca, especialmente em como agiam para escapar da guerra. O processo de obtenção de visto, ao voarem para Lisboa e, finalmente, embarcarem para os Estados Unidos, é descrito de maneira cativante, mostrando as dificuldades e a esperança do casal. A cena em que o garçom Carl conversa com um casal que falava alemão e que estava prestes a embarcar no dia seguinte para os EUA, mesmo com seu inglês limitado, destaca a determinação do casal em buscar uma vida melhor.
Embora inicialmente possa parecer um pouco confuso por não apresentar os personagens imediatamente, a beleza de “Casablanca” vai muito além da estética, é também uma aula de história. É uma obra-prima cinematográfica que continua a encantar espectadores de todas as idades, com sua mistura única de romance, intriga e drama político.
Índice
- Atores:Humphrey Bogart (Richard ‘Rick’ Blaine), Ingrid Bergman (Ilsa Lund Laszlo), Paul Henreid (Victor Laszlo), Sidney Greenstreet (Signor Ferrari), Dooley Wilson (Sam), Conrad Veidt (Major Heinrich Strasser), S. Z. Sakall (Carl)
- Direção:Michael Curtiz
- Produção:Hall B. Wallis
- Roteiro:Julius J. Epstein, Philip G. Einstein, Howard Koch
- Gênero:Drama romântico, Clássico
- Lançamento:1942
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