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Perdendo a Linha

A vida é construída por memórias, aventuras e planos. Mas a partir de que momento notamos que perdemos todo o controle dela? Quando choramos de frustração? Quando nos sentimos perdidos em um mar de emoções? Ou quando nada que pode acontecer no futuro depende de nós?

Choramos na esperança que tudo seria solucionado magicamente como quando éramos crianças. O choro sarava a dor, o medo e a raiva. Mas a partir do momento que crescemos não sara mais a dor e não tira os nossos medos. E o que nos restou? Esperar? Encarar? Solucionar?

Paramos de entender o que sentimos e quando sentimos. Como quando achamos que amamos, mas não passamos de uma paixão. Um sentimento de borboletas no estômago não passava de gases e o sentimento profundo de existir uma conexão era pura imaginação.

O mundo tem seu próprio ritmo que é difícil de acompanhar, como as trends no mundo da moda e as músicas mais atuais. Em um universo repleto de oportunidade tentamos nos agarrar ao que está na moda. Perdendo totalmente nossa própria essência, esquecendo o que nós gostamos de ler, ouvir ou vestir só para acompanhar um mundo tão irreal. Cheio de filtros e edições, mentiras milagrosas e dietas mortais.

Não perdemos o controle do mundo, pois nunca o controlava, mas sim acompanhava. E quando finalmente perdemos o controle de tudo é por que começamos a viver de verdade. Fazendo as nossas escolhas, vivendo verdadeiras emoções e entendemos que o futuro não depende de nós, mas o presente sim.

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