Uma Linda Mulher
Você já teve a oportunidade de ouvir “Oh, Pretty Woman” de Roy Orbison? Que tal assistir ao filme Pretty Woman, lançado em 1990? Segundo a minha mãe, é um filme para todas as mulheres, comparável a Sweet November, embora ainda não tenhamos chegado lá.
A obra apresenta cenas icônicas de Julia Roberts, que recebeu uma merecida indicação ao Oscar como “Melhor Atriz” e conquistou o Globo de Ouro em 1991 na categoria “Melhor Atriz em Filme – Comédia ou Musical”, além do prêmio de “Melhor Filme – Comédia ou Musical”. Não menos importante, o filme também foi agraciado com o People’s Choice Awards de 1991 nas categorias “Filme Favorito” e “Atriz Favorita em Filme Dramático”.
A trama se desenrola em Hollywood, onde os sonhos acontecem. Desde o início, somos confrontados com duas realidades distintas: um homem com excesso de dinheiro, capaz de fazer o que quiser, e uma mulher da noite sem recursos para pagar o aluguel devido a um empréstimo não solicitado da colega de quarto. O encontro dos personagens principais ocorre na esquina da Hollywood Boulevard, com ele buscando informações para chegar ao seu elegante hotel e ela, com sua atitude ousada, oferecendo-se para guiá-lo até Beverly Hills, claro em troca de dinheiro.
Não fica claro se foi a excentricidade de Vivian ou o cansaço de tentar explicar por que estava solteiro que fez Edward querer que ela ficasse. Por uma quantia considerável de dinheiro, Edward se torna o que hoje seria chamado de “sugar daddy” – 3000 dólares por uma semana, incluindo roupas, refeições chiques e conforto. No entanto, Vivian impõe uma regra clara: nada de beijo na boca, para evitar que um dos dois se apaixonasse.
Ao longo do filme, observamos as dificuldades de Vivian em se adaptar ao luxo. Mesmo com dinheiro para comprar roupas, ela é mal tratada por uma atendente. Em um jantar de negócios, ela enfrenta dificuldades com talheres, apesar da ajuda do gerente do hotel (mais tarde falaremos mais sobre ele). A situação mais desconfortável ocorre durante uma partida de polo, quando Edward sem querer revela a profissão de Vivian, resultando em assédio por parte de um amigo de longa data.
No entanto, o filme também tem seus momentos positivos. Quando Vivian não consegue comprar roupas, o gerente do hotel a auxilia para providenciar um vestido e ajudando com a etiqueta de mesa. No dia seguinte, Edward a leva para fazer compras, fazendo com que todos os atendentes a tratem como uma princesa. E depois do incidente constrangedor, do assedio, Edward pede desculpas.
Os personagens secundários, notavelmente o gerente do hotel, desempenham papéis cruciais na jornada de Vivian, complementando a história principal. O impacto cultural duradouro de “Pretty Woman” é evidente em sua influência no gênero romântico e na representação de personagens femininas em filmes subsequentes.
Além disso, a abordagem dos temas, como a diferença de classes e a busca por amor verdadeiro, é habilmente tratada ao longo da narrativa, adicionando camadas à trama. Pretty Woman nos apresenta duas realidades opostas, mas é essa diferença que acaba aproximando os protagonistas. Um romance clássico, um filme que certamente merece ser apreciado por todos. Mas agora, todos juntos: “Pretty woman, walkin’ down the street; Pretty woman the kind I like to meet…”
Índice
- Atores:Julia Roberts (Vivian Ward), Richard Gere (Edward Lewis), Laura San Giacomo (Kit De Luca), Héctor Elizondo (Barney Thompson), Jason Alexandre (Philip Stuckey)
- Direção:Garry Marshall
- Produção:Aron Milchan, Steven Reuther, Gary W. Goldstein
- Roteiro:J. F. Lawton
- Gênero:Romance/Comédia
- Lançamento:1990
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